Do motu proprio "Doctoris Angelici" de São Pio X:

"Nenhum Concílio celebrado posteriormente à santa morte deste Doutor, deixou de utilizar sua doutrina. A experiência de tantos séculos põe de manifesto a verdade do que afirmava Nosso Predecessor João XXII: «(Santo Tomás) deu mais luz à Igreja que todos os demais Doutores: com seus livros um homem aproveita mais em um ano, que com a doutrina dos outros em toda sua vida» "(Alocução no Consistório, 1318.)

DA "LECTURA SUPER MATTHAEUM" DE SANTO DE TOMÁS DE AQUINO:

Comentando sobre a Grande Aflição que haverá no mundo durante o período em que a "Abominação da Desolação" estiver ocupando o Lugar Santo, escreve o Angélico:

"Em seguida, haverá uma grande tribulação, porque o ensino cristão será pervertido por um falso ensino. E se esses dias não tivessem sido abreviados, ou seja, através do ensino da doutrina, da verdadeira doutrina, ninguém poderia ser salvo, o que significa que todos seriam convertidos à falsa doutrina."
[Comentário de Santo Tomás de Aquino ao Evangelho de São Mateus - Cap.24,22 - notas de Pierre d'Andria (1256-1259),(630 pags.) Tradução ao francês por Professor Jacques Ménard e Madame Dominique Pillet (2005).]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

PORQUE O VATICANO AINDA NÃO CONDENOU A RC[C] ?


TESTEMUNHO

Após dez de participação ativa na RCC percebi que algo não ia bem. Não havia feito quase nenhum progresso em minha vida espiritual. Ao contrário percebia que me tornava cada vez mais sentimental, mas não no sentido romântico e amoroso que muitos definem como ser sentimental. Mas sentimental no sentido "latu", ou seja, meus atos eram todos dominados pelos sentimentos. Minhas ações se tornavam cada vez mais veículos fora da razão, mais comandados por aquilo que sentia do que por aquilo que pensava.
Se fosse alegria, me exaltava no máximo possível como pular bem alto, cantando, suando como se louvar a Deus fosse um verdadeiro carnaval. Quando me sentia carente e escutava qualquer um dizendo que Deus amava, a emoção me levava quase todas as vezes a chorar. É o que também continuo observando em muitas pessoas que ainda participam da RCC.
Partindo daí fui percebendo muitos fatores que me levaram a estudar mais profundamente o assunto. Juntamente com um colega, também ex-carismático, passei a me aprofundar e a perceber o quanto herético era tudo aquilo.
Primeiramente o que me chamou mais atenção foi a falta de conhecimento sobre o dom de línguas, muito difundido na RCC. Passei a procurar na Tradição da Igreja o que os Santos Doutores ensinavam sobre o assunto, pois já que é um dom que foi tão difundido na Igreja primitiva, seria impossível que os doutores da Igreja não tivessem falado nada à respeito.
Felizmente me deparei com Santo Tomás de Aquino, autor da Suma Teológica. Este fato deixou-me um tanto confuso, pois o que Santo Tomás ensinava era diferente daquilo que aprendi durante anos na RCC. Pesquisei também escritos de Santo Agostinho, Santo Irineu, São João Crisóstomo, São Gregório Magno, São Leão Magno e por incrível que fosse, o consenso unânime entre eles era de que o dom de línguas era falar em vários idiomas sem que houvesse necessidade de se aprender as línguas, ou seja, por milagre.
Mais tarde fui compreender que o fato de se utilizarem deste falso dom de línguas servia-lhes somente para provar e promover outra coisa também falsa: seu herético “batismo no espírito”, que de todas suas heresias, poderíamos nomeá-la de “tronco com raízes”.

ENSINAMENTO DE HERESIAS DE FORMA EXPLÍCITA

O interessante foi que eu havia aprendido na RCC que o dom de línguas era uma forte consequencia ou sinal, daquilo que chamavam de “batismo no espírito santo” que mais tarde apelidei de “batismo no espírito de porco”. Ensinavam que quem possuia o seu fantástico dom de línguas era uma pessoa nova, pois que isso era uma evidência clara de que a pessoa realmente havia experimentado seu funesto “batismo no espírito”. Comecei então a refletir: se este dom de línguas ensinado por eles é falso, então porque o tal “batismo no espírito” também não pudesse ser outra obra da falsidade.
Comecei então a estudar documentos do magistério que versavam sobre este assunto.
O choque mais forte que tomei durante esse aprofundamento foi quando me deparei com a Encíclica Pascendi Dominici Gregis de um tal Papa São Pio X, do qual nunca havia ouvido falar. Esta encíclica é de leitura obrigatória a todo carismático que tem dúvidas sobre a autenticidade da RCC. Ela condenada a heresia do Modernismo que o autor define como a reunião de todas as heresias. Este documento ensina bem detalhadamente que existem vários tipos de modernistas. Para o carismático especificamente, somente é necessário se ater sobre três dos tipos: o crente, o filósofo e o teólogo, já que os outros tipos derivam desses três principais. Ao estudar sobre o modernista crente percebemos que ele baseia toda sua percepção da existência de Deus somente através de sua experiência individual. O que a RCC chama de “batismo no espírito” é amplamente condenado pela referida encíclica e também pelo Concílio Vaticano I, na sua constituição sobre a fé católica:

Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema "(De Fide, Cân. 3).

Eis como os modernistas definem tal experiência, em alusão à referida encíclica:

Versão original da condenação do modernismo:

“Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I.” (Pascendi Dominici Gregis – Papa São Pio X)

Eis agora como carismáticos definem tal experiência, fazendo uma analogia à referida encíclica:

Versão adaptada que nos dias de hoje condenaria o carismatismo:

[Eis como os carismáticos o declaram: no “batismo no espírito” deve reconhecer-se um encontro pessoal com Cristo, que põe o homem em contato imediato com o próprio Espírito Santo e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer pesuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência de Deus, capaz de vencer qualquer conhecimento racional; e se esta (experiência) for negada por alguém, como pelos “que estudam a doutrina cristã”, dizem que isto sucede porque estes não querem abrir seus corações e pôr-se nas condições que são necessárias para conseguir a tal experiência do “batismo no espírito”. Ora, tal “batismo no espírito” é o que faz próprio e verdadeiramente cristão a todo aquele que o conseguir.]


Com a comparação feita acima podemos perceber de que se trata do mesmo modernismo condenado em 1.907, apenas com a diferença das palavras, mas conservando o mesmo sentido, pois os carismáticos, mesmo que muitas vezes sem saber da verdade, inculcam nos incautos esta doutrina condenada.
Para então definirmos o que seria esta falsa experiência do “batismo no espírito” passaremos para o segundo tipo de modernista: o filósofo.
Primeiramento devemos entender que para o modernista filósofo a existência de Deus só pode estar alicerçada sobre o agnosticismo, que é um conceito utilizado para definir que tudo deve ser desenvolvido sobre os fenômenos, ou seja, a fé estaria baseada totalmente no sentimento religioso que se encontra imanente no coração do homem por uma tal necessidade da divindade. Daí podemos entender que aquilo que os carismáticos chamam de “batismo no espírito” não é nada mais, nada menos do que a liberação deste sentimento religioso que se encontra no coração. A fé não seria uma virtude sobrenatural, mas um vago sentimento tirado de uma necessidade do coração do homem de crer em um “deus” que habitaria desde sempre no seu próprio coração.
Para explicarmos isto mais detalhadamente passemos então para o modernista teólogo. Ele parte do seguinte princípio: diz o filósofo que o princípio da fé é imanente; acrescenta o crente que esse princípio é Deus; conclui pois o teólogo: logo Deus é imanente no homem. (Pascendi). É isso que o carismático, mesmo sem saber, admite:
A fé para ele seria um sentimento: ele acha que sentiu o Espírito Santo, sendo que na verdade esse sentimento não passa de sentimento religioso, que em nada se diferencia do simples sentimento, mas só por ter a ver com religião. Baseando então que esse sentimento é Deus e que a fé está contida neste sentimento, cai em inércia espiritual, pois só fica se deleitando nesses sentimentos carnais, enquanto a vida espiritual ficaria inerte.
Uma grande artimanha de Satanás para aprisionar a alma através da carne.

PORQUE NÃO HÁ CONDENAÇÃO?

Mas então, já que a Igreja condenou esta falsa doutrina uma vez, porque agora dá plena liberdade à RCC de expôr esta doutrina herética?

O que acontece hoje no Vaticano é algo bem complexo de se explicar.
Em primeiro lugar podemos destacar o Concílio Vaticano II, que aprovou a liberdade religiosa, o ecumenismo desordenado, enfim os princípios maçonicos em geral.
O Vaticano, não digo à Igreja, mas a “nova igreja” consentiu com todas as religiões.
Não é mais somente a Igreja Católica que dá a salvação, como sempre foi afirmado nos primeiros dezenove séculos de sua existência, mas agora todas podem salvar, porque todos aqueles que estão em outras religiões tem dignidade humana para escolherem aquela religião que quiserem.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse: quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado. Isso já não vale mais para a nova igreja. Para a nova igreja todas as religiões tem sementes de verdade, estão em fase embrionária e de desenvolvimento. Sendo assim não podem ser condenadas.
Os protestantes se tornaram de hereges a nossos “irmãos no Senhor”.
A falsa doutrina difundida e ensinada pela RCC hoje aos “católicos”, nasceu em meios protestantes e foi transplantada para dentro da nova igreja. Como então esta nova igreja iria condenar a RCC se ela não condena nem ao menos suas fontes protestantes.

Mas o que importa é que a Verdadeira Igreja Católica, aquela de São Pedro à Pio XII condenou a RCC já há muito tempo atrás, no Concílio de Trento, no Concílio Vaticano I, na Encíclica Pascendi de São Pio X, no Motu Próprio Praestantia Scripturae onde lança a pena de excomunhão ipso facto sobre todos aqueles que aderirem ou divulgarem estas doutrinas condenadas. Não é necessário mais condenar. Já está condenado. E com a primeira das excomunhões latae sententiae, reservada somente a um legítimo Pontífice Romano.
Precisaria mais??????????????? !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mas muitos vão dizer: Esses documentos do passado já estão superados. Hoje o que vale são somente os documentos do Vaticano II. Então digo-lhes: vivemos os tempos da apostasia que São Paulo profetizou na sua Carta aos Tessalonicenses. Aliás, tudo aquilo que já foi condenado pela Igreja será sempre condenado, mesmo que reviva com outro nome como é o caso da RCC.

Não precisamos mais nos preocuparmos com esse fato. Ele já está consumado.
Os decretos emanados do Pontifício Conselho para os Leigos que aprovam os estatutos da RCC não gozam da autoridade infalível da Verdadeira Igreja, pois todos os seus postos e cargos estão vacantes (vazios), pois seus prelados defeccionaram da Fé.

Firmemo-nos na verdadeira Igreja Católica, aquela na qual a doutrina é imutável e eterna como seu próprio Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em Cristo, na Igreja Católica.
Rodrigo Santana.

22 comentários:

Sandro de Pontes disse...

Prezado Rodrigo, salve Maria.

Bravo! Bravo! Bravo!

Um abraço bem contente,

Sandro de Pontes

Baccaro de Freitas disse...

Rodrigo, caríssimo.

O artigo é incrível! Peço autorização para divulgá-lo!!

Pode ser?

Baccaro de Freitas disse...

Apenas um comentário:

O termo "irmãos separados"/"cristãos separados" em si não é condenável, embora eu creia demasiado indulgente com os protestantes(dado que não pode ser propriamente cristão quem não é católico). Ele foi usado de modo mais ou menos explícito tanto por Pio XI (Mortalium Animos) como por Leão XIII (Satis Cognitum).

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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SARAH disse...

CARO RODRIGO

SALVE MARIA!!!

MARAVILHOSO...
NÃO PODEREI DEFINIR DE OUTRA FORMA TÃO RICO TEXTO.O SEU TESTEMUNHO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS.
ATÉ PARECE QUE ISSO ACONTECEU COMIGO TAMBÉM!

UM FORTE ABRAÇO

SARAH MATOS

Cleber disse...
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Sandro de Pontes disse...
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Rodrigo Santana. disse...
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Danilo Badaró disse...

Parabéns pelo seu trabalho. Com certeza, é uma grande contribuição para a Evangelização na rede.

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Baccaro de Freitas disse...
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Baccaro de Freitas disse...
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Ana disse...
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Prof. Francisco Castro disse...
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Unknown disse...
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Rodrigo disse...
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Unknown disse...
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Rodrigo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Rodrigo disse...
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Anônimo disse...
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