quinta-feira, 14 de maio de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
PORQUE O VATICANO AINDA NÃO CONDENOU A RC[C] ?
TESTEMUNHO
Após dez de participação ativa na RCC percebi que algo não ia bem. Não havia feito quase nenhum progresso em minha vida espiritual. Ao contrário percebia que me tornava cada vez mais sentimental, mas não no sentido romântico e amoroso que muitos definem como ser sentimental. Mas sentimental no sentido "latu", ou seja, meus atos eram todos dominados pelos sentimentos. Minhas ações se tornavam cada vez mais veículos fora da razão, mais comandados por aquilo que sentia do que por aquilo que pensava.
Se fosse alegria, me exaltava no máximo possível como pular bem alto, cantando, suando como se louvar a Deus fosse um verdadeiro carnaval. Quando me sentia carente e escutava qualquer um dizendo que Deus amava, a emoção me levava quase todas as vezes a chorar. É o que também continuo observando em muitas pessoas que ainda participam da RCC.
Partindo daí fui percebendo muitos fatores que me levaram a estudar mais profundamente o assunto. Juntamente com um colega, também ex-carismático, passei a me aprofundar e a perceber o quanto herético era tudo aquilo.
Primeiramente o que me chamou mais atenção foi a falta de conhecimento sobre o dom de línguas, muito difundido na RCC. Passei a procurar na Tradição da Igreja o que os Santos Doutores ensinavam sobre o assunto, pois já que é um dom que foi tão difundido na Igreja primitiva, seria impossível que os doutores da Igreja não tivessem falado nada à respeito.
Felizmente me deparei com Santo Tomás de Aquino, autor da Suma Teológica. Este fato deixou-me um tanto confuso, pois o que Santo Tomás ensinava era diferente daquilo que aprendi durante anos na RCC. Pesquisei também escritos de Santo Agostinho, Santo Irineu, São João Crisóstomo, São Gregório Magno, São Leão Magno e por incrível que fosse, o consenso unânime entre eles era de que o dom de línguas era falar em vários idiomas sem que houvesse necessidade de se aprender as línguas, ou seja, por milagre.
Mais tarde fui compreender que o fato de se utilizarem deste falso dom de línguas servia-lhes somente para provar e promover outra coisa também falsa: seu herético “batismo no espírito”, que de todas suas heresias, poderíamos nomeá-la de “tronco com raízes”.
ENSINAMENTO DE HERESIAS DE FORMA EXPLÍCITA
O interessante foi que eu havia aprendido na RCC que o dom de línguas era uma forte consequencia ou sinal, daquilo que chamavam de “batismo no espírito santo” que mais tarde apelidei de “batismo no espírito de porco”. Ensinavam que quem possuia o seu fantástico dom de línguas era uma pessoa nova, pois que isso era uma evidência clara de que a pessoa realmente havia experimentado seu funesto “batismo no espírito”. Comecei então a refletir: se este dom de línguas ensinado por eles é falso, então porque o tal “batismo no espírito” também não pudesse ser outra obra da falsidade.
Comecei então a estudar documentos do magistério que versavam sobre este assunto.
O choque mais forte que tomei durante esse aprofundamento foi quando me deparei com a Encíclica Pascendi Dominici Gregis de um tal Papa São Pio X, do qual nunca havia ouvido falar. Esta encíclica é de leitura obrigatória a todo carismático que tem dúvidas sobre a autenticidade da RCC. Ela condenada a heresia do Modernismo que o autor define como a reunião de todas as heresias. Este documento ensina bem detalhadamente que existem vários tipos de modernistas. Para o carismático especificamente, somente é necessário se ater sobre três dos tipos: o crente, o filósofo e o teólogo, já que os outros tipos derivam desses três principais. Ao estudar sobre o modernista crente percebemos que ele baseia toda sua percepção da existência de Deus somente através de sua experiência individual. O que a RCC chama de “batismo no espírito” é amplamente condenado pela referida encíclica e também pelo Concílio Vaticano I, na sua constituição sobre a fé católica:
“Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema "(De Fide, Cân. 3).
Eis como os modernistas definem tal experiência, em alusão à referida encíclica:
Versão original da condenação do modernismo:
“Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I.” (Pascendi Dominici Gregis – Papa São Pio X)
Eis agora como carismáticos definem tal experiência, fazendo uma analogia à referida encíclica:
Versão adaptada que nos dias de hoje condenaria o carismatismo:
[Eis como os carismáticos o declaram: no “batismo no espírito” deve reconhecer-se um encontro pessoal com Cristo, que põe o homem em contato imediato com o próprio Espírito Santo e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer pesuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência de Deus, capaz de vencer qualquer conhecimento racional; e se esta (experiência) for negada por alguém, como pelos “que estudam a doutrina cristã”, dizem que isto sucede porque estes não querem abrir seus corações e pôr-se nas condições que são necessárias para conseguir a tal experiência do “batismo no espírito”. Ora, tal “batismo no espírito” é o que faz próprio e verdadeiramente cristão a todo aquele que o conseguir.]
Com a comparação feita acima podemos perceber de que se trata do mesmo modernismo condenado em 1.907, apenas com a diferença das palavras, mas conservando o mesmo sentido, pois os carismáticos, mesmo que muitas vezes sem saber da verdade, inculcam nos incautos esta doutrina condenada.
Para então definirmos o que seria esta falsa experiência do “batismo no espírito” passaremos para o segundo tipo de modernista: o filósofo.
Primeiramento devemos entender que para o modernista filósofo a existência de Deus só pode estar alicerçada sobre o agnosticismo, que é um conceito utilizado para definir que tudo deve ser desenvolvido sobre os fenômenos, ou seja, a fé estaria baseada totalmente no sentimento religioso que se encontra imanente no coração do homem por uma tal necessidade da divindade. Daí podemos entender que aquilo que os carismáticos chamam de “batismo no espírito” não é nada mais, nada menos do que a liberação deste sentimento religioso que se encontra no coração. A fé não seria uma virtude sobrenatural, mas um vago sentimento tirado de uma necessidade do coração do homem de crer em um “deus” que habitaria desde sempre no seu próprio coração.
Para explicarmos isto mais detalhadamente passemos então para o modernista teólogo. Ele parte do seguinte princípio: diz o filósofo que o princípio da fé é imanente; acrescenta o crente que esse princípio é Deus; conclui pois o teólogo: logo Deus é imanente no homem. (Pascendi). É isso que o carismático, mesmo sem saber, admite:
A fé para ele seria um sentimento: ele acha que sentiu o Espírito Santo, sendo que na verdade esse sentimento não passa de sentimento religioso, que em nada se diferencia do simples sentimento, mas só por ter a ver com religião. Baseando então que esse sentimento é Deus e que a fé está contida neste sentimento, cai em inércia espiritual, pois só fica se deleitando nesses sentimentos carnais, enquanto a vida espiritual ficaria inerte.
Uma grande artimanha de Satanás para aprisionar a alma através da carne.
PORQUE NÃO HÁ CONDENAÇÃO?
Mas então, já que a Igreja condenou esta falsa doutrina uma vez, porque agora dá plena liberdade à RCC de expôr esta doutrina herética?
O que acontece hoje no Vaticano é algo bem complexo de se explicar.
Em primeiro lugar podemos destacar o Concílio Vaticano II, que aprovou a liberdade religiosa, o ecumenismo desordenado, enfim os princípios maçonicos em geral.
O Vaticano, não digo à Igreja, mas a “nova igreja” consentiu com todas as religiões.
Não é mais somente a Igreja Católica que dá a salvação, como sempre foi afirmado nos primeiros dezenove séculos de sua existência, mas agora todas podem salvar, porque todos aqueles que estão em outras religiões tem dignidade humana para escolherem aquela religião que quiserem.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse: quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado. Isso já não vale mais para a nova igreja. Para a nova igreja todas as religiões tem sementes de verdade, estão em fase embrionária e de desenvolvimento. Sendo assim não podem ser condenadas.
Os protestantes se tornaram de hereges a nossos “irmãos no Senhor”.
A falsa doutrina difundida e ensinada pela RCC hoje aos “católicos”, nasceu em meios protestantes e foi transplantada para dentro da nova igreja. Como então esta nova igreja iria condenar a RCC se ela não condena nem ao menos suas fontes protestantes.
Mas o que importa é que a Verdadeira Igreja Católica, aquela de São Pedro à Pio XII condenou a RCC já há muito tempo atrás, no Concílio de Trento, no Concílio Vaticano I, na Encíclica Pascendi de São Pio X, no Motu Próprio Praestantia Scripturae onde lança a pena de excomunhão ipso facto sobre todos aqueles que aderirem ou divulgarem estas doutrinas condenadas. Não é necessário mais condenar. Já está condenado. E com a primeira das excomunhões latae sententiae, reservada somente a um legítimo Pontífice Romano.
Precisaria mais??????????????? !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas muitos vão dizer: Esses documentos do passado já estão superados. Hoje o que vale são somente os documentos do Vaticano II. Então digo-lhes: vivemos os tempos da apostasia que São Paulo profetizou na sua Carta aos Tessalonicenses. Aliás, tudo aquilo que já foi condenado pela Igreja será sempre condenado, mesmo que reviva com outro nome como é o caso da RCC.
Não precisamos mais nos preocuparmos com esse fato. Ele já está consumado.
Os decretos emanados do Pontifício Conselho para os Leigos que aprovam os estatutos da RCC não gozam da autoridade infalível da Verdadeira Igreja, pois todos os seus postos e cargos estão vacantes (vazios), pois seus prelados defeccionaram da Fé.
Firmemo-nos na verdadeira Igreja Católica, aquela na qual a doutrina é imutável e eterna como seu próprio Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em Cristo, na Igreja Católica.
Rodrigo Santana.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
QUEM É, OU QUEM SERÁ O ANTICRISTO?
Muito já foi dito sobre a vinda do Anticristo. Alguns disseram bem, outros disseram a seu bel-prazer tudo aquilo que de sua imaginação puderam subtrair. Esses últimos, no entanto enganaram-se a si mesmos. Não tenho aqui, nem a boa intenção dos primeiros, nem a pretensão enganosa dos segundos. Irei refletir alguns pontos que considero de importância relevante que encontrei num comentário do maior doutor dos santos: Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. O texto foi extraído do site oficial da Congregação Vaticano para o Clero: http://www.clerus.org/ em sua versão espanhola.
É o Comentário da Santo Tomás de Aquino à segunda epístola de São Paulo aos Tessalonicenses.
A tradução é de minha autoria, sendo que já peço desculpas por possíveis erros.
1) Comentando sobre II Tes cap. 2, no versículo 4, onde diz o Apóstolo:
(...) o qual se oporá (a Deus), e se elevará sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, de sorte que se sentará no templo de Deus, apresentando-se como se fosse Deus. (...) (cf. Vulgata - tradução Pe. Matos Soares)
Santo Tomás diz:
(...) Sinal de sua culpa é o que diz: "até chegar a por seu assento no templo de Deus"; pois a soberba do Anticristo avantaja em muito a de todos os que lhe precederam. Porque assim como se lê de Caio César que quis em vida pusessem em todos os templos uma estátua sua e lhe dessem culto; e do rei de Tiro se diz em Ezequiel 28: "eu sou Deus"; assim é crível o faça o Anticristo chamando-se Deus e homem; e na prova disso se sentará no templo. Mas em que templo?
Acaso não foi destruído pelos Romanos? Por isso dizem alguns que o Anticristo é da tribo de Dan, que não se nomeia entre as outras doze (Ap 7,5); e por isso também os Judeus o receberam primeiro, e reedificaram o templo em Jerusalém, e assim se cumprirá o de Daniel 9,27: "e estará no templo a abominação da desolação" (Mt 24,15). Mas alguns dizem que nunca será reedificada Jerusalém, nem o templo, senão que durará a desolação até a consumação no fim do mundo. Crença que admitem também alguns Judeus; por isso a explicação que dão de "no templo de Deus" a referem à Igreja, porque muitos eclesiásticos o receberão (quia multi de Ecclesia eum recipient). Ou, segundo Santo Agostinho, se sentará no templo de Deus, isto é, exercerá seu principado e senhorio, como se fosse ele mesmo com os seus o templo de Deus, como Cristo o é com os seus. (...)
Referindo-se aqui ao Anticristo se assentar no templo de Deus, o que poderíamos compreender?
Ele (o anticristo) se sentará no templo de Deus? Mas se “no templo de Deus” referem-se à Igreja (segundo Sto. Tomás), então ele se sentará na Igreja de Deus!
Em seguida se diz que “muitos eclesiásticos o receberão”? O que se quer dizer com “o receberão”? Não seria o mesmo que dizer que os eclesiásticos lhe darão franquia?
E Santo Agostinho diz que ele exercerá o Principado e Senhorio de Deus, como se fosse ele mesmo como seus (comparsas) o próprio templo de Deus (a Igreja), do mesmo modo que Cristo com os fiéis católicos em estado de graça são também templos de Deus.
Concluindo, então o que pensar?
1) O Anticristo se sentará na Igreja de Deus.
2) Muitos eclesiásticos o receberão.
3) Sentado na Igreja de Deus, exercerá o Principado e Senhorio do mesmo Deus.
4) Como se fosse ele mesmo (o anticristo) com os seus, a Igreja de Deus. Veja bem que St. Agostinho diz “como se fosse”, ou seja, não diz que é a Igreja Católica. Talvez insinuando a presença de uma igreja falsificada.
Na conclusão, não caímos no erro protestante de afirmar que o Anticristo seria o Papa Católico, Sucessor de Pedro. O Anticristo poderia até estar assentado no trono de Pedro, mas nunca poderia ser um legítimo Papa. Pois nenhum legítimo Papa poderia ser um herege público como é o Anticristo. Tenhamos fé que se realmente o Anticristo chegasse a por seu assento na Igreja de Deus, ele nunca seria um legítimo e verdadeiro Papa.
2) Comentando sobre II Tes cap. 2, no versículo 8, onde diz o Apóstolo:
(...) E então se manifestará esse iníquo a quem o Senhor Jesus matará com o sôpro de sua boca, e destruirá com o resplendor de sua vinda; (...) (cf. Vulgata - tradução Pe. Matos Soares)
Santo Tomás diz:
Ao dizer logo: "e então se deixará ver", põe-se a chegada do iníquo e sua pena; primeiro sua manifestação, logo sua pena. Quanto ao primeiro diz: aquele, o único, iníquo, perverso, se deixará ver, porque sua culpa se fará patente, "a quem o Senhor Jesus matará com o alento de sua boca". - "O zelo do Senhor dos exércitos é o que fará estas coisas" (Is 9,7), isto é, o zelo da justiça, que é amor; porque o espírito de Cristo é o amor de Cristo, e este zelo é o que o Espírito Santo tem para com a Igreja. Ou com o alento de sua boca, isto é, por ordem dela; porque São Miguel lhe dará morte no Monte das Oliveiras, de onde Cristo subiu aos céus. De sorte parecida encontrou seu fim Juliano, o Apóstata, executado por mão divina. E esta é a pena presente, embora também será castigado com a eterna, porque "o destruirá com o resplendor de sua presença", isto é, com sua chegada que tudo o porá como um sol (1Co 4). E o destruirá, digo, com a eterna condenação (Sl. 27). Diz também resplendor, porque o Anticristo pareceu encher de trevas a Igreja, e as trevas são desterradas pelos resplendores; porque tudo o que o Anticristo dará a conhecer será demonstrado haver sido mentira. (Et dicit, illustratione, quia ipse visus est Ecclesiam obtenebrare, et tenebrae expelluntur illustratione, quia quicquid Antichristus ostenderit, ostendetur fuisse mendacium.) trad.: mendacium = mentira, invenção, disfarce.
O que podemos compreender sobre o fato do “Anticristo parecer encher de trevas a Igreja”? Como “encher de trevas”, podemos entender: encher de sombras; de obscuridade; de escuridão; de fumaça, pois a fumaça dificulta a visibilidade.
O Anticristo não somente lançaria pouca escuridão na Igreja, mas a encheria desta escuridão. Dando-se a entender que haveria trevas em muita quantidade.
Logo em seguida, comenta-se que o resplendor de Cristo mostrará que “tudo o que o anticristo dará a conhecer será demonstrado haver sido mentira”. O que entender disto?
O Anticristo dará a conhecer ou ensinará muitas mentiras em oposição à doutrina de Cristo confiada unicamente à sua Igreja.
Concluindo, então o que pensar?
1) Da primeira análise, o anticristo estaria no lugar do Papa.
2) O anticristo encheria a Igreja de trevas.
3) Ensinará mentiras, ou seja, falsas doutrinas.
Hoje em dia devido ao ativismo que nos escraviza, deixamos muitas vezes de refletir sobre aquilo que é essencial, para nos dedicarmos ao supérfluo. Somos relaxados e preferimos não nos comprometermos com tarefas árduas. Mas a nossa salvação não pode ser deixada para depois, já que ninguém sabe a hora que virá o Vinhateiro.
O que posso dizer é que hoje nos são oferecidos vários caminhos: Modernismo, Tradicionalismo, Sedevacantismo, etc. Não devemos nos rotular, dizendo: eu sou isso ou aquilo. Devemos ser somente Católicos Apostólicos Romanos.
Deus nos deu a razão, a inteligência e a vontade para que pudéssemos aprender aquilo que Ele mesmo nos revelou através de sua Igreja. Que possamos então refletir, estudar e entender tudo o que Ela nos ensina. Perceber se o Anticristo já está ou ainda não está visível ao mundo é tarefa muito difícil. É somente estudando que poderemos perceber se a doutrina de Cristo permanece à mesma confiada aos Apóstolos e aos Papas. É somente quando esta doutrina imutável tornar-se mutável que constataremos a presença do Anticristo, pois ele ensinará falsas doutrinas em oposição à verdadeira.
Na conclusão final prefiro que cada um siga àquilo que ensina a Igreja Romana, pois ela é o Fundamento e Sustentáculo da Verdade, que é Cristo Senhor Nosso.
Em Cristo, na Igreja.
Rodrigo.
É o Comentário da Santo Tomás de Aquino à segunda epístola de São Paulo aos Tessalonicenses.
A tradução é de minha autoria, sendo que já peço desculpas por possíveis erros.
1) Comentando sobre II Tes cap. 2, no versículo 4, onde diz o Apóstolo:
(...) o qual se oporá (a Deus), e se elevará sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, de sorte que se sentará no templo de Deus, apresentando-se como se fosse Deus. (...) (cf. Vulgata - tradução Pe. Matos Soares)
Santo Tomás diz:
(...) Sinal de sua culpa é o que diz: "até chegar a por seu assento no templo de Deus"; pois a soberba do Anticristo avantaja em muito a de todos os que lhe precederam. Porque assim como se lê de Caio César que quis em vida pusessem em todos os templos uma estátua sua e lhe dessem culto; e do rei de Tiro se diz em Ezequiel 28: "eu sou Deus"; assim é crível o faça o Anticristo chamando-se Deus e homem; e na prova disso se sentará no templo. Mas em que templo?
Acaso não foi destruído pelos Romanos? Por isso dizem alguns que o Anticristo é da tribo de Dan, que não se nomeia entre as outras doze (Ap 7,5); e por isso também os Judeus o receberam primeiro, e reedificaram o templo em Jerusalém, e assim se cumprirá o de Daniel 9,27: "e estará no templo a abominação da desolação" (Mt 24,15). Mas alguns dizem que nunca será reedificada Jerusalém, nem o templo, senão que durará a desolação até a consumação no fim do mundo. Crença que admitem também alguns Judeus; por isso a explicação que dão de "no templo de Deus" a referem à Igreja, porque muitos eclesiásticos o receberão (quia multi de Ecclesia eum recipient). Ou, segundo Santo Agostinho, se sentará no templo de Deus, isto é, exercerá seu principado e senhorio, como se fosse ele mesmo com os seus o templo de Deus, como Cristo o é com os seus. (...)
Referindo-se aqui ao Anticristo se assentar no templo de Deus, o que poderíamos compreender?
Ele (o anticristo) se sentará no templo de Deus? Mas se “no templo de Deus” referem-se à Igreja (segundo Sto. Tomás), então ele se sentará na Igreja de Deus!
Em seguida se diz que “muitos eclesiásticos o receberão”? O que se quer dizer com “o receberão”? Não seria o mesmo que dizer que os eclesiásticos lhe darão franquia?
E Santo Agostinho diz que ele exercerá o Principado e Senhorio de Deus, como se fosse ele mesmo como seus (comparsas) o próprio templo de Deus (a Igreja), do mesmo modo que Cristo com os fiéis católicos em estado de graça são também templos de Deus.
Concluindo, então o que pensar?
1) O Anticristo se sentará na Igreja de Deus.
2) Muitos eclesiásticos o receberão.
3) Sentado na Igreja de Deus, exercerá o Principado e Senhorio do mesmo Deus.
4) Como se fosse ele mesmo (o anticristo) com os seus, a Igreja de Deus. Veja bem que St. Agostinho diz “como se fosse”, ou seja, não diz que é a Igreja Católica. Talvez insinuando a presença de uma igreja falsificada.
Na conclusão, não caímos no erro protestante de afirmar que o Anticristo seria o Papa Católico, Sucessor de Pedro. O Anticristo poderia até estar assentado no trono de Pedro, mas nunca poderia ser um legítimo Papa. Pois nenhum legítimo Papa poderia ser um herege público como é o Anticristo. Tenhamos fé que se realmente o Anticristo chegasse a por seu assento na Igreja de Deus, ele nunca seria um legítimo e verdadeiro Papa.
2) Comentando sobre II Tes cap. 2, no versículo 8, onde diz o Apóstolo:
(...) E então se manifestará esse iníquo a quem o Senhor Jesus matará com o sôpro de sua boca, e destruirá com o resplendor de sua vinda; (...) (cf. Vulgata - tradução Pe. Matos Soares)
Santo Tomás diz:
Ao dizer logo: "e então se deixará ver", põe-se a chegada do iníquo e sua pena; primeiro sua manifestação, logo sua pena. Quanto ao primeiro diz: aquele, o único, iníquo, perverso, se deixará ver, porque sua culpa se fará patente, "a quem o Senhor Jesus matará com o alento de sua boca". - "O zelo do Senhor dos exércitos é o que fará estas coisas" (Is 9,7), isto é, o zelo da justiça, que é amor; porque o espírito de Cristo é o amor de Cristo, e este zelo é o que o Espírito Santo tem para com a Igreja. Ou com o alento de sua boca, isto é, por ordem dela; porque São Miguel lhe dará morte no Monte das Oliveiras, de onde Cristo subiu aos céus. De sorte parecida encontrou seu fim Juliano, o Apóstata, executado por mão divina. E esta é a pena presente, embora também será castigado com a eterna, porque "o destruirá com o resplendor de sua presença", isto é, com sua chegada que tudo o porá como um sol (1Co 4). E o destruirá, digo, com a eterna condenação (Sl. 27). Diz também resplendor, porque o Anticristo pareceu encher de trevas a Igreja, e as trevas são desterradas pelos resplendores; porque tudo o que o Anticristo dará a conhecer será demonstrado haver sido mentira. (Et dicit, illustratione, quia ipse visus est Ecclesiam obtenebrare, et tenebrae expelluntur illustratione, quia quicquid Antichristus ostenderit, ostendetur fuisse mendacium.) trad.: mendacium = mentira, invenção, disfarce.
O que podemos compreender sobre o fato do “Anticristo parecer encher de trevas a Igreja”? Como “encher de trevas”, podemos entender: encher de sombras; de obscuridade; de escuridão; de fumaça, pois a fumaça dificulta a visibilidade.
O Anticristo não somente lançaria pouca escuridão na Igreja, mas a encheria desta escuridão. Dando-se a entender que haveria trevas em muita quantidade.
Logo em seguida, comenta-se que o resplendor de Cristo mostrará que “tudo o que o anticristo dará a conhecer será demonstrado haver sido mentira”. O que entender disto?
O Anticristo dará a conhecer ou ensinará muitas mentiras em oposição à doutrina de Cristo confiada unicamente à sua Igreja.
Concluindo, então o que pensar?
1) Da primeira análise, o anticristo estaria no lugar do Papa.
2) O anticristo encheria a Igreja de trevas.
3) Ensinará mentiras, ou seja, falsas doutrinas.
Hoje em dia devido ao ativismo que nos escraviza, deixamos muitas vezes de refletir sobre aquilo que é essencial, para nos dedicarmos ao supérfluo. Somos relaxados e preferimos não nos comprometermos com tarefas árduas. Mas a nossa salvação não pode ser deixada para depois, já que ninguém sabe a hora que virá o Vinhateiro.
O que posso dizer é que hoje nos são oferecidos vários caminhos: Modernismo, Tradicionalismo, Sedevacantismo, etc. Não devemos nos rotular, dizendo: eu sou isso ou aquilo. Devemos ser somente Católicos Apostólicos Romanos.
Deus nos deu a razão, a inteligência e a vontade para que pudéssemos aprender aquilo que Ele mesmo nos revelou através de sua Igreja. Que possamos então refletir, estudar e entender tudo o que Ela nos ensina. Perceber se o Anticristo já está ou ainda não está visível ao mundo é tarefa muito difícil. É somente estudando que poderemos perceber se a doutrina de Cristo permanece à mesma confiada aos Apóstolos e aos Papas. É somente quando esta doutrina imutável tornar-se mutável que constataremos a presença do Anticristo, pois ele ensinará falsas doutrinas em oposição à verdadeira.
Na conclusão final prefiro que cada um siga àquilo que ensina a Igreja Romana, pois ela é o Fundamento e Sustentáculo da Verdade, que é Cristo Senhor Nosso.
Em Cristo, na Igreja.
Rodrigo.
Um artigo mais bem elaborado sobre o assunto pode ser acessado em:
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A APOSTASIA DOS ÚLTIMOS TEMPOS
Santo Tomás de Aquino, comentando 2Tessalonicenses 2,3, explica como será a Apostasia dos últimos tempos:
“Estabelece logo a verdade, ao dizer: "porque não virá este dia sem que primeiro haja acontecido a apostasia"; e mostra primeiro o que acontecerá à vinda Anticristo, que são duas coisas: uma anterior à sua vinda; outra, a sua mesma vinda. Primeiro está a apostasia, que a Glosa explica de muitas maneiras, e primeiro da fé, que, segundo estava anunciado (Mt 24), todo mundo a receberia. Esta é, pois o sinal precursor, que -segundo Santo Agostinho- ainda não se cumpre; depois dela haverá muitos apóstatas (1Tm 4) "e pela inundação dos vícios se resfriará a caridade de muitos" (Mt 24,12).
Ou entende-se a apostasia ou separação do Império Romano, ao que todo o mundo estava submetido. Segundo Santo Agostinho, figura sua era a estátua de Daniel, em cujo capítulo 2 se nomeiam 4 reinos, os quais terminariam no acontecimento da vinda de Cristo; e que isto era um sinal a propósito, porque a firmeza e estabilidade do Império Romano estava ordenada a que, debaixo de sua sombra e senhorio se ensinasse por todo o mundo a fé cristã. Mas como pode ser isto, sendo já passados muitos séculos desde que os Gentios se apartaram do Império Romano e, isso não obstante, não havia vindo ainda o Anticristo? Digamos que o Império Romano ainda segue em pé, mas mudada sua condição de temporal em espiritual, como disse o Papa São Leão em um sermão sobre os Apóstolos. Por conseguinte, a separação do Império Romano há de entender-se, não só na ordem temporal, senão também na espiritual, e a saber, da fé católica da Igreja Romana. E isto é um sinal muito a propósito, porque, assim como Cristo veio quando o Império Romano senhoreava sobre todas as nações, assim pelo contrário o sinal do Anticristo é a separação dele ou apostasia.”
“Estabelece logo a verdade, ao dizer: "porque não virá este dia sem que primeiro haja acontecido a apostasia"; e mostra primeiro o que acontecerá à vinda Anticristo, que são duas coisas: uma anterior à sua vinda; outra, a sua mesma vinda. Primeiro está a apostasia, que a Glosa explica de muitas maneiras, e primeiro da fé, que, segundo estava anunciado (Mt 24), todo mundo a receberia. Esta é, pois o sinal precursor, que -segundo Santo Agostinho- ainda não se cumpre; depois dela haverá muitos apóstatas (1Tm 4) "e pela inundação dos vícios se resfriará a caridade de muitos" (Mt 24,12).
Ou entende-se a apostasia ou separação do Império Romano, ao que todo o mundo estava submetido. Segundo Santo Agostinho, figura sua era a estátua de Daniel, em cujo capítulo 2 se nomeiam 4 reinos, os quais terminariam no acontecimento da vinda de Cristo; e que isto era um sinal a propósito, porque a firmeza e estabilidade do Império Romano estava ordenada a que, debaixo de sua sombra e senhorio se ensinasse por todo o mundo a fé cristã. Mas como pode ser isto, sendo já passados muitos séculos desde que os Gentios se apartaram do Império Romano e, isso não obstante, não havia vindo ainda o Anticristo? Digamos que o Império Romano ainda segue em pé, mas mudada sua condição de temporal em espiritual, como disse o Papa São Leão em um sermão sobre os Apóstolos. Por conseguinte, a separação do Império Romano há de entender-se, não só na ordem temporal, senão também na espiritual, e a saber, da fé católica da Igreja Romana. E isto é um sinal muito a propósito, porque, assim como Cristo veio quando o Império Romano senhoreava sobre todas as nações, assim pelo contrário o sinal do Anticristo é a separação dele ou apostasia.”
(http://www.clerus.org/bibliaclerus/index_esp.html - Traduzido por Rodrigo Santana)
O que vivemos hoje? Não seria uma total separação do Império Romano Espiritual, ou seja, da Fé Católica da Igreja Romana?
O que diríamos ainda das proporções alcançadas por essa apostasia. Estaria ela somente fora da Igreja Romana?
Quantos católicos hoje comungam nas missas usando métodos contraceptivos sem ninguém os ensine que isto é pecado. Porventura isso deixou de ser pecado?
Quantos católicos comungam em pecado mortal nas missas sem que ninguém os ensine que o pecado mortal tira-lhes a vida da alma, e que por isso ao comungarem cometem sacrilégio. Perdeu-se a noção do pecado?
Quantos católicos aceitam todas as outras religiões como se na verdade todas fossem boas e que por isso relativizam sua fé, colocando ainda a fé católica em pé de igualdade com todas as outras. A Igreja Católica não é a única fundada por Cristo?
É importante notar que esta apostasia se desenvolve de modo crescente e até já entrou no seio da Igreja, diz o Papa São Pio X: “E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.” - Encíclica Pascendi – nº2
Se esta apostasia é crescente, ou seja, segue na direção de ser maior a cada tempo, como hoje ela poderia ser menor que no tempo de São Pio X? Pois quanto mais perto estamos da vinda do Anticristo, tanto maior se torna a apostasia. Se no tempo de São Pio X os apóstatas já estavam dentro da Igreja, quanto mais hoje!
Como não perceber a crise na fé! Como negar que isto seja verdade? Como fazer de conta que tudo anda as mil maravilhas!
É inevitável, pois o Anticristo só virá depois da apostasia da fé. Ele virá quando o Império Romano Espiritual deixar de senhorear sobre os povos.
Como negar então um declínio da atuação da Igreja sobre a vida dos povos!
Não estou dizendo de modo nenhum que as portas do Inferno poderão prevalecer sobre a Igreja Católica. Pois Cristo nos prometeu o contrário.
Mas estou dizendo que o povo abandonará a fé Católica. Esta fé recebida de Cristo e transmitida pelos apóstolos permanece intacta, guardada pela Igreja, única depositária da Verdade. Firmeno-nos nos dogmas, nos cânones, nas definições dos concílios, nas doutrinas perenes confirmadas e reconfirmadas pelos Pontífices Romanos, enfim, em tudo que está ligado nos céus pelas chaves que foram dadas a Pedro.
Estudemos a fé católica, desde os Apóstolos, deste os Santos Padres, desde os Santos Doutores. Que possamos confrontar os documentos novos com os antigos, perceber se o novo é igual ao antigo, pois Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
ÓTIMO VÍDEO DESMASCARANDO A RCC
Acesse já:
Blog Fora da Igreja não há Salvação
http://missadesempre.blogspot.com/2008/10/renovao-carismtica-catlicadetailscommen.html
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http://missadesempre.blogspot.com/2008/10/renovao-carismtica-catlicadetailscommen.html
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
LIVRO DIGITAL SOBRE O DOM DE LÍNGUAS

Neste dia 03 de setembro - Festa de São Gregório Magno - o site Veritatis Splendor dispõe ao público uma importante obra sobre o extraordinário Dom de Línguas.
Acesse e peça o seu exemplar : descubra toda a verdade sobre este tema de difícil compreensão para a grande maioria dos católicos, inclusive para os próprios membros da RCC.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
"Caricaturas" do Estado de Graça
Assim como temos várias caricaturas da verdadeira Igreja de Cristo, hoje em dia temos várias “caricaturas” da verdadeira condição para salvação de nossa alma. O Concílio de Trento (totalmente válido e infalível até hoje) definiu como condição indispensável para a salvação da alma, o crente estar em estado de graça. Muitos católicos perderam o valor ou não aprenderam o que realmente se dá com aquele que está em estado de graça: é aquele que tem a vida divina, que participa da natureza divina, habitado pela Santíssima Trindade, que é templo do Espírito Santo.
O demônio, muito astuto, quer que não percebamos o valor do estado de graça e de sua conservação para a vida da alma, por isso coloca nos corações dos homens outras doutrinas diferentes e destruidoras, que tem por objetivo fazer as pessoas perderem a noção da conservação da vida da graça para a salvação da alma.
A maior luta do demônio é para que percamos a noção do que é o estado de graça, bem como de sua necessidade. Pois aquele que perde esta noção fica mais vulnerável à sua ação tentadora, deixa de velar para que este estado seja conservado, deixa de evitar o pecado, pois pensa que Deus perdoa seus pecados apenas pelo fato de pedirmos isto a Ele em nossas súplicas. É claro, que se Ele assim o quisesse poderia nos perdoar desta forma, e de maneira extraordinária (fora do normal) pode até o fazer em alguns casos onde a pessoa esteja de boa fé. Mas se fosse esta a Sua vontade, não haveria necessidade de Jesus instituir o sacramento da Confissão, que é a forma ordinária (via normal) que Ele instituiu para este fim.
Aquele que perde o sentido do estado de graça perde também o verdadeiro valor do sacramento da Confissão, que foi instituído por Cristo justamente para perdoar os pecados mortais cometidos após o batismo e com isto restaurar o perdido estado de graça. Pois, estar em estado de graça é estar isento de pecado mortal. Sendo assim o demônio inventa nos corações dos homens “caricaturas” ou “distorções” do estado de graça para nos enganar e fazer que sejamos condenados ao inferno.
Podemos dizer que esta é a grande luta deste nosso tempo: lutar contra a “falsificação” do estado de graça.
O mesmo podemos dizer da “oração em línguas”, que é em certo sentido uma “caricatura” ridícula e muito bem falsificada daquilo que São Paulo escreve na sua Carta aos Coríntios, onde ele explica o que é realmente o dom de línguas.
Este tipo de caricatura, derivada daquela principal que destrói o estado de graça, colabora para que a principal seja promovida. Mas de que maneira?
Suponhamos o exemplo de uma seita que destituída da sucessão Apostólica, e com isso dos Santos Sacramentos, bem como da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério. Com estas premissas já concluímos que ela já não possa existir. Mas considerando o que acontece na prática: a seita existe. Como fica destituída dos sacramentos, e com isso de sinais sensíveis que comunicam a graça invisível (insensível), necessita então de criar algo de sensível para “caricaturar” os sacramentos, e assim oferecer em suas reuniões heréticas.
Apela então para o emocionalismo e sentimentalismo. Substituindo o estado de graça, que é algo de sobrenatural e por isso não experimentado (CIC 2005) pelos sentidos do homem, por algo natural como o emocionalismo, a seita introduz na consciência do crente que este sentiu a Deus, e se baseia neste sentimento para deduzir que Deus habita em sua alma (Sendo que na verdade não podemos sentir nossa própria alma). Concluindo então que na referida seita a presença de Deus na alma é baseada através dos sentimentos, deduzimos que a oração em línguas deve ser também algo de sensível para reforçar aquilo que concluem sobre a mesma presença de Deus. A oração em línguas então serve para confirmar aquela “presença sentimental” de Deus em suas almas. Daí dizerem que “oram em espírito”, ou seja, se estão orando em espírito, deduzem que é sinal de que o Espírito Santo está habitando neles. Sendo que na verdade qualquer pessoa, até mesmo um ateu, se exercitado para “orar em línguas” da maneira deles o conseguiria facilmente. Aquilo que chamam de “dom de línguas” não é nada mais que um som produzido pela vibração contínua das cordas vocais onde estas tremem e produzem o som. Não é um dom, é apenas aptidão, basta que a pessoa seja treinada para fazer este som que ela o produzirá sem menores dificuldades.
Uma verdadeira “perda de tempo”, onde as pessoas, muitas vezes sem conhecimento e sem ajuda de ninguém, são enganadas e levadas a pensar que agindo através de um puro sentimentalismo, poderão receber os mesmos méritos que receberiam se orassem pedindo a Deus as graças necessárias à sua salvação. Mas é também verdade que Deus conhece a intenção do coração destas pessoas, e de acordo com aquilo que Ele vê nestes corações: pureza ou maldade - pode conceder até mais méritos do que para aqueles que oram corretamente, mas possuem “corações de pedra”.
De qualquer forma, a verdade é que perdem tempo e deixam de pedir aquilo que serviria para a salvação da alma, ou seja, a graça santificante. Este é um meio que o demônio se utiliza para desviar os corações do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo confiado à sua Igreja.
Voltando ao assunto principal, independentemente da intenção das pessoas, essa “caricatura” do “dom das línguas” faz com que seja promovida a falsificação do estado de graça e consequentemente de toda a doutrina da Igreja Católica.
Que aqueles que são responsáveis pela difusão da verdade dentro da nossa Santa Igreja Católica possam perceber a importância do ensino correto das verdades da nossa fé.
Peçamos a Virgem Imaculada, Maria Santíssima, que nos livre a todos e ao nosso povo deste ensinamento de todo contrário à verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Viva o Papa Bento XVI !!!
O demônio, muito astuto, quer que não percebamos o valor do estado de graça e de sua conservação para a vida da alma, por isso coloca nos corações dos homens outras doutrinas diferentes e destruidoras, que tem por objetivo fazer as pessoas perderem a noção da conservação da vida da graça para a salvação da alma.
A maior luta do demônio é para que percamos a noção do que é o estado de graça, bem como de sua necessidade. Pois aquele que perde esta noção fica mais vulnerável à sua ação tentadora, deixa de velar para que este estado seja conservado, deixa de evitar o pecado, pois pensa que Deus perdoa seus pecados apenas pelo fato de pedirmos isto a Ele em nossas súplicas. É claro, que se Ele assim o quisesse poderia nos perdoar desta forma, e de maneira extraordinária (fora do normal) pode até o fazer em alguns casos onde a pessoa esteja de boa fé. Mas se fosse esta a Sua vontade, não haveria necessidade de Jesus instituir o sacramento da Confissão, que é a forma ordinária (via normal) que Ele instituiu para este fim.
Aquele que perde o sentido do estado de graça perde também o verdadeiro valor do sacramento da Confissão, que foi instituído por Cristo justamente para perdoar os pecados mortais cometidos após o batismo e com isto restaurar o perdido estado de graça. Pois, estar em estado de graça é estar isento de pecado mortal. Sendo assim o demônio inventa nos corações dos homens “caricaturas” ou “distorções” do estado de graça para nos enganar e fazer que sejamos condenados ao inferno.
Podemos dizer que esta é a grande luta deste nosso tempo: lutar contra a “falsificação” do estado de graça.
O mesmo podemos dizer da “oração em línguas”, que é em certo sentido uma “caricatura” ridícula e muito bem falsificada daquilo que São Paulo escreve na sua Carta aos Coríntios, onde ele explica o que é realmente o dom de línguas.
Este tipo de caricatura, derivada daquela principal que destrói o estado de graça, colabora para que a principal seja promovida. Mas de que maneira?
Suponhamos o exemplo de uma seita que destituída da sucessão Apostólica, e com isso dos Santos Sacramentos, bem como da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério. Com estas premissas já concluímos que ela já não possa existir. Mas considerando o que acontece na prática: a seita existe. Como fica destituída dos sacramentos, e com isso de sinais sensíveis que comunicam a graça invisível (insensível), necessita então de criar algo de sensível para “caricaturar” os sacramentos, e assim oferecer em suas reuniões heréticas.
Apela então para o emocionalismo e sentimentalismo. Substituindo o estado de graça, que é algo de sobrenatural e por isso não experimentado (CIC 2005) pelos sentidos do homem, por algo natural como o emocionalismo, a seita introduz na consciência do crente que este sentiu a Deus, e se baseia neste sentimento para deduzir que Deus habita em sua alma (Sendo que na verdade não podemos sentir nossa própria alma). Concluindo então que na referida seita a presença de Deus na alma é baseada através dos sentimentos, deduzimos que a oração em línguas deve ser também algo de sensível para reforçar aquilo que concluem sobre a mesma presença de Deus. A oração em línguas então serve para confirmar aquela “presença sentimental” de Deus em suas almas. Daí dizerem que “oram em espírito”, ou seja, se estão orando em espírito, deduzem que é sinal de que o Espírito Santo está habitando neles. Sendo que na verdade qualquer pessoa, até mesmo um ateu, se exercitado para “orar em línguas” da maneira deles o conseguiria facilmente. Aquilo que chamam de “dom de línguas” não é nada mais que um som produzido pela vibração contínua das cordas vocais onde estas tremem e produzem o som. Não é um dom, é apenas aptidão, basta que a pessoa seja treinada para fazer este som que ela o produzirá sem menores dificuldades.
Uma verdadeira “perda de tempo”, onde as pessoas, muitas vezes sem conhecimento e sem ajuda de ninguém, são enganadas e levadas a pensar que agindo através de um puro sentimentalismo, poderão receber os mesmos méritos que receberiam se orassem pedindo a Deus as graças necessárias à sua salvação. Mas é também verdade que Deus conhece a intenção do coração destas pessoas, e de acordo com aquilo que Ele vê nestes corações: pureza ou maldade - pode conceder até mais méritos do que para aqueles que oram corretamente, mas possuem “corações de pedra”.
De qualquer forma, a verdade é que perdem tempo e deixam de pedir aquilo que serviria para a salvação da alma, ou seja, a graça santificante. Este é um meio que o demônio se utiliza para desviar os corações do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo confiado à sua Igreja.
Voltando ao assunto principal, independentemente da intenção das pessoas, essa “caricatura” do “dom das línguas” faz com que seja promovida a falsificação do estado de graça e consequentemente de toda a doutrina da Igreja Católica.
Que aqueles que são responsáveis pela difusão da verdade dentro da nossa Santa Igreja Católica possam perceber a importância do ensino correto das verdades da nossa fé.
Peçamos a Virgem Imaculada, Maria Santíssima, que nos livre a todos e ao nosso povo deste ensinamento de todo contrário à verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Viva o Papa Bento XVI !!!
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